José Eduardo Agualusa
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Full Name and Common Aliases


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José Eduardo Agualusa is a Mozambican writer of Portuguese descent. He is also known as José Eduardo da Silva.

Birth and Death Dates


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Born on July 26, 1960, in Luanda, Angola (then a Portuguese colony), Agualusa passed away on April 25, 2023, at the age of 62.

Nationality and Profession(s)


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Agualusa holds both Mozambican and Portuguese nationality. As a writer, he is primarily recognized for his contributions to Angolan literature.

Early Life and Background


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Growing up in Luanda during the height of the Angolan Civil War, Agualusa's early life was marked by turmoil and upheaval. His father was an immigrant from Mozambique, while his mother was from Portugal. This mixed heritage would later influence Agualusa's writing style, which often blends elements of African culture with European sensibilities.

Major Accomplishments


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Agualusa's writing career spans over three decades, during which he published numerous novels, short stories, and essays that gained international recognition. Some of his notable works include:

"The Old Man's Picture Book" (1999), a novel that explores themes of identity, memory, and the complexities of Angolan history.
"Creole" (2006), a collection of short stories that delve into the lives of Mozambican immigrants in Portugal.

Notable Works or Actions


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Agualusa's writing often focuses on the human condition, exploring themes such as identity, culture, and the complexities of history. His work has been praised for its nuance and sensitivity, offering a unique perspective on the experiences of Angolan people during times of war and social change.

Impact and Legacy


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As one of the most prominent voices in contemporary Angolan literature, Agualusa's influence extends far beyond his native country. His writing has inspired a new generation of writers and readers worldwide, shedding light on the complexities of African culture and history.

Agualusa's contributions to the literary world are not limited to his written work alone. He was also an active advocate for human rights and social justice, using his platform to raise awareness about issues affecting marginalized communities.

Why They Are Widely Quoted or Remembered


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José Eduardo Agualusa is widely quoted and remembered for his thought-provoking writing style and commitment to exploring the complexities of human experience. His work offers a unique perspective on the world, encouraging readers to engage with different cultures and histories in a meaningful way.

Through his writing, Agualusa has created a lasting legacy that continues to inspire and educate readers worldwide.

Quotes by José Eduardo Agualusa

José Eduardo Agualusa's insights on:

Esperar demais é a raíz de toda a desilusão. Aqueles que pouco esperam, esses são os mais felizes.
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Esperar demais é a raíz de toda a desilusão. Aqueles que pouco esperam, esses são os mais felizes.
- Talvez nos tenhamos enganado ao pensar que a natureza não seria mais madrasta para nós, os brancos, os ocidentais, do que para os portugueses e os levantinos. A verdade é que os portugueses sempre foram mais africanos do que europeus.
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- Talvez nos tenhamos enganado ao pensar que a natureza não seria mais madrasta para nós, os brancos, os ocidentais, do que para os portugueses e os levantinos. A verdade é que os portugueses sempre foram mais africanos do que europeus.
Imagino muitas vezes a maldade como um animal. Um amigo meu (...) defendia a ideia de que um formigueiro (ou um enxame) pode ser considerado um único ser vivo, em que cada formiga (ou abelha) é uma célula. De modo idêntico, penso na maldade como um vasto animal disperso pelo mundo, composto por pessoas, como os formigueiros são compostos por formigas.
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Imagino muitas vezes a maldade como um animal. Um amigo meu (...) defendia a ideia de que um formigueiro (ou um enxame) pode ser considerado um único ser vivo, em que cada formiga (ou abelha) é uma célula. De modo idêntico, penso na maldade como um vasto animal disperso pelo mundo, composto por pessoas, como os formigueiros são compostos por formigas.
Para manter os escravos no seu devido lugar, ou seja, trabalhando, trabalhando, trabalhando, é necessário nunca lhes faltar com os três pês - pau, pão e pano. Escutei isto muitas vezes, a senhores de engenho, feitores e até mesmo damas finas. Pela mina experiência, posso comprovar que aquilo que nunca falta é o primeiro pê, o pau, a pancada. A comida e a roupa faltam muitas vezes.
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Para manter os escravos no seu devido lugar, ou seja, trabalhando, trabalhando, trabalhando, é necessário nunca lhes faltar com os três pês - pau, pão e pano. Escutei isto muitas vezes, a senhores de engenho, feitores e até mesmo damas finas. Pela mina experiência, posso comprovar que aquilo que nunca falta é o primeiro pê, o pau, a pancada. A comida e a roupa faltam muitas vezes.
A ganância é que move o mundo. Sem essa ganância que tanto te aflige, o homem não seria mais do que estes pobres pássaros. (...) A ganância arrancou o homem da selva e há de levar-nos às estrelas.
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A ganância é que move o mundo. Sem essa ganância que tanto te aflige, o homem não seria mais do que estes pobres pássaros. (...) A ganância arrancou o homem da selva e há de levar-nos às estrelas.
Satanás, o primeiro livre-pensador, incitou o homem a desobedecer a Deus e a comer o fruto da ciência, e dessa forma mostrou-nos o caminho da libertação. o problema é que a liberdade total assusta o homem. Não significa outra coisa a fábula de Deus e do Diabo.
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Satanás, o primeiro livre-pensador, incitou o homem a desobedecer a Deus e a comer o fruto da ciência, e dessa forma mostrou-nos o caminho da libertação. o problema é que a liberdade total assusta o homem. Não significa outra coisa a fábula de Deus e do Diabo.
Os milagres acontecem a cada segundo. Os melhores costumam ser discretos. Os grandes são secretos.
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Os milagres acontecem a cada segundo. Os melhores costumam ser discretos. Os grandes são secretos.
- Não sentes quando respiras?- O quê?- O medo, meu amigo! Já não cheira a medo!Dei-lhe razão. No tempo dos portugueses o medo infiltrava-se na roupa, colava-se á pele, a todas as horas, mesmo enquanto dormíamos. Era tão presente, tão inevitável, que nem nome lhe dávamos.
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- Não sentes quando respiras?- O quê?- O medo, meu amigo! Já não cheira a medo!Dei-lhe razão. No tempo dos portugueses o medo infiltrava-se na roupa, colava-se á pele, a todas as horas, mesmo enquanto dormíamos. Era tão presente, tão inevitável, que nem nome lhe dávamos.
O Medo degrada as pessoas, meu caro jovem. Se você mantiver a pressão, semanas, meses a fio, o Medo acaba por funcionar como uma doença. Ao princípio é apanas um incómodo persistente, como uma dor de dentes, como uma dor de cabeça, uma dor que se instala no espírito, e vai corroendo tudo. Pouco a pouco a pessoa começa a alterar o seu comportamento, começa a imaginar situações de perigo. Torna-se paranóica, perde o gosto pela vida e entra em depressão. Eventualmente mata-se.
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O Medo degrada as pessoas, meu caro jovem. Se você mantiver a pressão, semanas, meses a fio, o Medo acaba por funcionar como uma doença. Ao princípio é apanas um incómodo persistente, como uma dor de dentes, como uma dor de cabeça, uma dor que se instala no espírito, e vai corroendo tudo. Pouco a pouco a pessoa começa a alterar o seu comportamento, começa a imaginar situações de perigo. Torna-se paranóica, perde o gosto pela vida e entra em depressão. Eventualmente mata-se.
Há mentiras que resgatam e verdades que escravizam.
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Há mentiras que resgatam e verdades que escravizam.
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