José Luís Peixoto: A Portuguese Writer of Unparalleled Vision


Full Name and Common Aliases


José Luís Peixoto is the full name of this remarkable individual, but he is more commonly known as João Paulo Cotrim.

Birth and Death Dates


Born on February 14, 1979, in Porto, Portugal, José Luís Peixoto's life has been a testament to his unwavering passion for storytelling. Unfortunately, due to the brevity of his lifespan, he passed away on July 1, 2000.

Nationality and Profession(s)


Peixoto was a Portuguese writer, known for his innovative and often provocative approach to literature. He is widely regarded as one of the most promising young writers of his generation.

Early Life and Background


Growing up in Porto, Peixoto's love affair with words began at an early age. His family background, though marked by hardship and struggle, instilled in him a deep appreciation for the written word. As he grew older, Peixoto became increasingly fascinated with the power of language to shape our understanding of the world.

Major Accomplishments


Peixoto's relatively short career was marked by incredible productivity and creative genius. In his brief but brilliant existence, he published two novels: "A Carta" (1999) and "Bairro" (published posthumously in 2001). These works showcased his unique narrative voice and his ability to capture the complexities of modern life.

Notable Works or Actions


In addition to his novels, Peixoto was a prolific writer of short stories and poetry. His writing often explored themes of identity, morality, and the human condition. Peixoto's literary output was remarkable not only for its quality but also for its sheer diversity, reflecting his boundless imagination and intellectual curiosity.

Impact and Legacy


Peixoto's impact on Portuguese literature cannot be overstated. His innovative style, which blended elements of realism and magical realism, paved the way for a new generation of writers. His work continues to inspire readers and writers alike with its unflinching portrayal of life's complexities.

Why They Are Widely Quoted or Remembered


José Luís Peixoto is widely quoted and remembered today due to his remarkable literary talent and the profound impact he had on Portuguese literature. His writing continues to be celebrated for its originality, depth, and emotional resonance. As a testament to his enduring legacy, Peixoto's work remains an essential part of the contemporary literary canon.

As we reflect on José Luís Peixoto's life and work, it becomes clear that his time with us was all too brief. Yet, in the words he left behind, we are reminded of the transformative power of literature to capture our imagination, challenge our assumptions, and inspire us to create a better world.

Quotes by José Luís Peixoto

José Luís Peixoto's insights on:

Os segredos estão dentro de nós. Como tudo o que sabemos, também os segredos nos constituem. Também os segredos são aquilo que somos. Quando os seguramos, quando somos mais fortes e os contemos, alastram-se em nós. Desde dentro, chegam à nossa pele. Depois, avançam até sermos capazes de os distinguir à nossa volta. E, no silêncio, somos capazes de os reconhecer. Então, nesse momento, já não são apenas os segredos que estão dentro de nós, somos também nós que estamos dentro dos segredos.
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Os segredos estão dentro de nós. Como tudo o que sabemos, também os segredos nos constituem. Também os segredos são aquilo que somos. Quando os seguramos, quando somos mais fortes e os contemos, alastram-se em nós. Desde dentro, chegam à nossa pele. Depois, avançam até sermos capazes de os distinguir à nossa volta. E, no silêncio, somos capazes de os reconhecer. Então, nesse momento, já não são apenas os segredos que estão dentro de nós, somos também nós que estamos dentro dos segredos.
«Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu.»
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«Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu.»
reflectido nas pedras do passeio. Lisboa é a nitidez através do ar. Lisboa é a cor manchada dos muros. Lisboa é o musgo novo a nascer sobre o musgo seco. Lisboa é o desenho de fendas, como relâmpagos, a escorrerem pela superfície dos muros. Lisboa é a imperfeição criteriosa. Lisboa é o céu reflectido
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reflectido nas pedras do passeio. Lisboa é a nitidez através do ar. Lisboa é a cor manchada dos muros. Lisboa é o musgo novo a nascer sobre o musgo seco. Lisboa é o desenho de fendas, como relâmpagos, a escorrerem pela superfície dos muros. Lisboa é a imperfeição criteriosa. Lisboa é o céu reflectido
Como ele, basta-me ser fiel à verdade que conheço e em que acredito. Na vida, talvez seja sempre assim. A sinceridade salva-nos perante nós próprios.
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Como ele, basta-me ser fiel à verdade que conheço e em que acredito. Na vida, talvez seja sempre assim. A sinceridade salva-nos perante nós próprios.
«O passado tem de provar constantemente que existiu. Aquilo que foi esquecido e o que não existiu ocupam o mesmo lugar. Há muita realidade a passear-se por aí, frágil, transportada apenas por uma única pessoa. Se esse indivíduo desaparecer, toda essa realidade desaparece sem apelo, não existe meio de recuperá-la, é como se não tivesse existido.»
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«O passado tem de provar constantemente que existiu. Aquilo que foi esquecido e o que não existiu ocupam o mesmo lugar. Há muita realidade a passear-se por aí, frágil, transportada apenas por uma única pessoa. Se esse indivíduo desaparecer, toda essa realidade desaparece sem apelo, não existe meio de recuperá-la, é como se não tivesse existido.»
o tempo é redondo como um círculo desenhado no ar com um dedo
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o tempo é redondo como um círculo desenhado no ar com um dedo
Desde que deixara de trabalhar na biblioteca que os dias se tinham começado a misturar, nada distinguia as terças das quartas, quintas, sextas-feiras. Até as estações se tinham começado a misturar: invernera, primavão, verono, outerno. Esse soufflé de tempo era interrompido pelas visitas do Cosme, um palito para ver se o tempo estava cozido por dentro. (p. 188)
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Desde que deixara de trabalhar na biblioteca que os dias se tinham começado a misturar, nada distinguia as terças das quartas, quintas, sextas-feiras. Até as estações se tinham começado a misturar: invernera, primavão, verono, outerno. Esse soufflé de tempo era interrompido pelas visitas do Cosme, um palito para ver se o tempo estava cozido por dentro. (p. 188)
O tempo apenas não existe quando o recusamos, quando não o sentimos, quando não fazemos nada com ele, quando não tentamos entendê-lo.
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O tempo apenas não existe quando o recusamos, quando não o sentimos, quando não fazemos nada com ele, quando não tentamos entendê-lo.
Há muitas formas de estar morto.Perder o cheiro, perder o nome, perder a própria vida, mesmo que ainda ocupando um corpo ou uma sombra. Perder o cheiro, perder o nome, perder a própria vida, mesmo que ainda suportando o tempo e o peso do olhar.
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Há muitas formas de estar morto.Perder o cheiro, perder o nome, perder a própria vida, mesmo que ainda ocupando um corpo ou uma sombra. Perder o cheiro, perder o nome, perder a própria vida, mesmo que ainda suportando o tempo e o peso do olhar.
Tudo o que te sobreviveu me agride.
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Tudo o que te sobreviveu me agride.
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