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Pepetela

17quotes

Pepetela: A Life of Literature and Activism
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Full Name and Common Aliases

Mário Pinto de Andrade Pepetela is the full name of this renowned Angolan writer. He is commonly known as Pepetela.

Birth and Death Dates

Born on May 13, 1949, in Bengo Province, Angola, Pepetela passed away on April 26, 2021, at the age of 71.

Nationality and Profession(s)

Pepetela was an Angolan writer, novelist, and politician. He is best known for his contributions to Angolan literature and politics during a time of great turmoil in Africa.

Early Life and Background

Growing up in Angola, Pepetela witnessed the country's struggle for independence from Portugal. This experience had a profound impact on his writing and shaped his perspective as an activist. His early life was marked by the harsh realities of colonialism and war, which later influenced his literary works.

Major Accomplishments

Pepetela's literary career spans several decades, during which he produced numerous novels that explored themes of colonialism, independence, and social change in Africa. Some of his notable works include:

_O Testamenta do Negrão_ (The Testament of the Black Man)
_A Geracao da Utopia_
* _O Canto de Ossanha_

These novels have been widely acclaimed for their thought-provoking portrayals of African societies and cultures.

Notable Works or Actions

Pepetela's involvement in Angolan politics is equally significant. He was a key figure in the country's struggle for independence, working closely with Agostinho Neto, who later became Angola's first president.

In addition to his literary contributions, Pepetela has been recognized for his efforts as an advocate for social justice and human rights.

Impact and Legacy

Pepetela's work continues to inspire generations of writers and activists. His commitment to portraying the complexities of African societies through literature has had a lasting impact on the continent's literary landscape.

His legacy extends beyond his writing, as he played a crucial role in shaping Angola's history during its struggle for independence.

Quotes by Pepetela

Pepetela's insights on:

A mesma verdade que existe na verdade. Se consome pelo uso. Ou se reforça pela ausência. Ou nem coisa nem outra. O mistério permanece e nos espanta sempre.
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A mesma verdade que existe na verdade. Se consome pelo uso. Ou se reforça pela ausência. Ou nem coisa nem outra. O mistério permanece e nos espanta sempre.
todos nós sabemos com África sabe se transformar naquela que cada um tem dentro de si.
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todos nós sabemos com África sabe se transformar naquela que cada um tem dentro de si.
- Para ti todos os homens são maus? Só as crianças são boas?- Sim.- Então eu também sou maus?- Não - disse Ngnunga- O camarada Professor é capaz de ser ainda um bocado criança, não sei.
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- Para ti todos os homens são maus? Só as crianças são boas?- Sim.- Então eu também sou maus?- Não - disse Ngnunga- O camarada Professor é capaz de ser ainda um bocado criança, não sei.
As saudades não vencem o medo.
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As saudades não vencem o medo.
Se Ngunga está em todos nós, que esperamos então para o fazer crescer?Como as árvores, como o massango e o milho, ele crescerá dentro de nós se o regarmos. Não com água do rio, mas com ações. Não com água do rio, mas com a que Uassamba em sonhos oferecia a Ngunga: a ternura.
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Se Ngunga está em todos nós, que esperamos então para o fazer crescer?Como as árvores, como o massango e o milho, ele crescerá dentro de nós se o regarmos. Não com água do rio, mas com ações. Não com água do rio, mas com a que Uassamba em sonhos oferecia a Ngunga: a ternura.
Fui dar uma olhadela à floresta-rainha, o Mayombe, claro. (...) fui apenas respirar um pouco aqueles ares e rever os desenhos das sombras nas folhagens das árvores descomunais. Só queria apreciar de novo as centenas de tonalidades do verde que transpareciam pelo sol e seus reflexos nos troncos indo do negro ao amarelo. Os antigos cheiros voltavam a brincar com o meu nariz, os cheiros da floresta nunca esquecem.
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Fui dar uma olhadela à floresta-rainha, o Mayombe, claro. (...) fui apenas respirar um pouco aqueles ares e rever os desenhos das sombras nas folhagens das árvores descomunais. Só queria apreciar de novo as centenas de tonalidades do verde que transpareciam pelo sol e seus reflexos nos troncos indo do negro ao amarelo. Os antigos cheiros voltavam a brincar com o meu nariz, os cheiros da floresta nunca esquecem.
Queremos transformar o mundo e somos incapazes de nos transformar a nós próprios. Queremos ser livres, fazemos a nossa vontade, e a todo o momento arranjamos desculpas para reprimir os nossos desejos
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Queremos transformar o mundo e somos incapazes de nos transformar a nós próprios. Queremos ser livres, fazemos a nossa vontade, e a todo o momento arranjamos desculpas para reprimir os nossos desejos
Penso, como ele, que a fronteira entre a verdade e a mentira é um caminho no deserto. Os homens dividem-se dos dois lados da fronteira. Quantos há que sabem onde se encontra esse caminho de areia no meio da areia?
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Penso, como ele, que a fronteira entre a verdade e a mentira é um caminho no deserto. Os homens dividem-se dos dois lados da fronteira. Quantos há que sabem onde se encontra esse caminho de areia no meio da areia?
Raciocinamos em função da nossa sociedade, sociedade assimilada à cultura judaico-cristã europeia, em que o homem tem de ser ciumento, porque é o bode do rebanho e a muklher é a sua propriedade. No fundo, que acontece à propriedade que é arrrendada a outro? ás vezes até fica renovada, rejuvenescida, com um empate de capital e de trabalho. Mas nós não compreendemos isso. A mulher é uma propriedade especial. Temos uma geração de atraso. Nós, os citadinos, somos pretos por fora.
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Raciocinamos em função da nossa sociedade, sociedade assimilada à cultura judaico-cristã europeia, em que o homem tem de ser ciumento, porque é o bode do rebanho e a muklher é a sua propriedade. No fundo, que acontece à propriedade que é arrrendada a outro? ás vezes até fica renovada, rejuvenescida, com um empate de capital e de trabalho. Mas nós não compreendemos isso. A mulher é uma propriedade especial. Temos uma geração de atraso. Nós, os citadinos, somos pretos por fora.
A dor faz-nos cruéis, A dor muito prolongada faz-nos cruéis e indiferentes à crueldade, o que é ainda pior.
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A dor faz-nos cruéis, A dor muito prolongada faz-nos cruéis e indiferentes à crueldade, o que é ainda pior.
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